Há 39 anos, Vinicius de Moraes nos deixava um pouco mais sós
nessa nossa viagem de nave Terra. Deixou de presente afro-sambas, poemas, memórias
de amores incondicionais eternos na sua própria duração; deixou nos amigos e no
nosso imaginário a generosidade, o valor da amizade como bem maior, da
fraternidade como possibilidade cotidiana concreta, da liberdade erótica da
criação sublime como expressão maior do humano. Deixou uma espécie de verve no
ar à espera de que a tomemos – ou que sejamos por ela tomados. Deixou-nos a
certeza de que Pixinguinha era o melhor ser humano do mundo. Parceirinho, que
saudade... Mas, chega de saudade, a realidade é que Vinícius de Moraes vive e
se move em nós, movemo-nos com ele... A benção, Vinícius de Moraes!
Alexandre Magno Teixeira de Carvalho
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