terça-feira, 9 de julho de 2019


Há 39 anos, Vinicius de Moraes nos deixava um pouco mais sós nessa nossa viagem de nave Terra. Deixou de presente afro-sambas, poemas, memórias de amores incondicionais eternos na sua própria duração; deixou nos amigos e no nosso imaginário a generosidade, o valor da amizade como bem maior, da fraternidade como possibilidade cotidiana concreta, da liberdade erótica da criação sublime como expressão maior do humano. Deixou uma espécie de verve no ar à espera de que a tomemos – ou que sejamos por ela tomados. Deixou-nos a certeza de que Pixinguinha era o melhor ser humano do mundo. Parceirinho, que saudade... Mas, chega de saudade, a realidade é que Vinícius de Moraes vive e se move em nós, movemo-nos com ele... A benção, Vinícius de Moraes!

Alexandre Magno Teixeira de Carvalho